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Fazendo História

Conheça um pouco da história de luta dos metalúrgicos do Rio de Janeiro e saiba como esses trabalhadores construíram um dos mais fortes sindicatos do Brasil. Toda essa trajetória, você acompanha na linha do tempo que segue abaixo.

1913 Durante o 2º Congresso Operário, a categoria é representada pelo Sindicato dos Funileiros e Bombeiros Hidráulicos e pelo Sindicato dos Caldeireiros de Ferro.

1917 Convocação pública pela organização da União Geral dos Metalúrgicos. O primeiro presidente foi Paschoal Gravina.

1920 Reunidos no 3º Congresso Operário Brasileiro, trabalhadores propõem a ação direta nas negociações com os patrões. Uma das conseqüências do 3º Congresso é a dissolução da União Geral dos Metalúrgicos, substituída por Sindicatos de Ofício, ligados à Federação Metalúrgica.

1923 Após renúncia coletiva da diretoria provisória, a assembléia geral extraordinária indica Amaro Pereira de Araújo presidente da União, reeleito por três mandatos sucessivos. No último é obrigado a renunciar, por pretender passar para a ala dos chamados sindicatos governistas.

1927 A maioria vanguardista metalúrgica está reunida em torno da União, os fundidores ainda mantêm a sua organização, só sendo extinta em 1929 e passando os seus bens à Federação operária do Rio de Janeiro.

1929 Sob a presidência de José Vicente Lopes, a entidade classista dos metalúrgicos passa a se chamar União dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica.

1933 É aprovado estatuto que dá nova denominação ao sindicato: União dos Trabalhadores Metalúrgicos (UTM). Com o reconhecimento da UTM, são absorvidos o Sindicato dos Fundidores e o Sindicato dos Operários de Artefatos de Metal.

1935 Com a instituição do Tribunal de Segurança Nacional, aumenta a repressão, perseguindo os comunistas. O Estado de Guerra elimina 13 associados metalúrgicos. Nessa década, o órgão oficial do sindicato era a “Forja”, e lhe fez oposição durante algum tempo a Marreta, da Metalúrgica Teixeira, onde eram desforradas as derrotas nas assembléias da categoria.

1941 É reconhecido o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Rio de Janeiro, cujo presidente é Manoel Lopes Coelho Filho.

1950 O Ministro do Trabalho determina que seja realizada eleição no sindicato. A eleição é invalidada por não obter o quórum necessário.

1952 É realizada nova eleição e é eleito Eurypedes Aires de Castro à presidência do Sindicato.

1955 Benedicto Cerqueira é eleito presidente do Sindicato, sendo reconduzido, consecutivamente, ao cargo até o Movimento Revolucionário de 1964.

1956 São comprados dois lotes de terreno na Rua Ana Néri, 152, em São Cristóvão, onde posteriormente ergue o Palácio do Metalúrgico. Na ocasião, havia nos terrenos construções, onde decidiu instalar o serviço médico e alguns setores de recreação, o que permitiu a classe tomar contato com o local e conscientizar-se da necessidade da construção da nova sede.

1957 É realizada uma greve por aumento de salário, memorável, que saiu vitoriosa, mas que não permitiu incluir cláusula de desconto.

1959 É inaugurado o Palácio do Metalúrgico, como foi denominado na época, representando a segunda maior sede sindical do Brasil.

1962 O Palácio do Metalúrgico recebe a visita do primeiro astronauta soviético, Yuri Gagarin.

1964 Marinheiros, em assembléia, ocupam o auditório do Palácio do Metalúrgico. Invadidas pela política, as dependências são completamente destruídas. O sindicato sofre Intervenção e o presidente Benedicto Cerqueira foi afastado.

1965 Uma Junta Governativa reconstrói o Sindicato e realiza eleições. É eleito Valdir de Paiva Prestes, que não toma posse por determinação ministerial. Quem assume é Sílvio Vieira Duclos.

1968 Nova eleição, tendo como presidente João Teixeira de Carvalho.

1971 Nova eleição, elegendo como presidente Valdir Vicente de Barros.

1973 O sindicato sofre intervenção e é indicado como interventor Ubaldo Occhione.

1974 Ubaldo Occhione é afastado e é nomeada outra Junta Governativa pelo Ministro do Trabalho, a fim de convocar eleição.

1975 É eleito presidente do Sindicato Adalberto de Oliveira.

1978 É eleito como presidente Oswaldo Pimentel.

1981 Reeleito Oswaldo Pimentel.

1984 É eleito Valdir Vicente de Barros, que era Secretário Geral na gestão anterior.

1987 É eleito Washington da Costa, ligado à CUT. Nessa gestão, o sindicato sofre uma transformação com a mudança do seu estatuto, que implanta um colegiado na diretoria. Um grupo dissidente, seguidor de Valdir Vicente (ligado à CGT) presidente do sindicato na gestão anterior, consegue a aprovação da instalação da instituição em Duque de Caxias, ficando também sob sua jurisdição os municípios de São João de Meriti e Nilópolis.

1990 É eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Carlos Manoel Costa Lima.

1993 É reeleito Carlos Manoel Costa Lima.

1996 É eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Alberto de Albuquerque Chaves, num período muito difícil, em que o país enfrenta uma crise violenta, com o fechamento de várias empresas do setor, principalmente na área naval e registrando o maior número de desemprego.

1999 É reeleito Luiz Alberto de Albuquerque Chaves.

2002 É eleito presidente do Sindicato, Maurício de Mendonça Ramos, indicado e aprovado pela categoria, numa grande assembléia, num processo eleitoral onde todas as forças políticas se unem e lançam a Chapa Única da CUT – Metalúrgicos Unidos.

2005 - Foi reeleito Maurício de Mendonça Ramos.

Para conhecer mais sobre a história de luta dos trabalhadores do Rio de Janeiro, leia o livro “Trabalho e tradição sindical no Rio de Janeiro”, organizado por José Ricardo Ramalho e Marco Aurélio Santana e editado pela DP&A/FAPERJ.

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