Veteranos
gravarão vídeos
O Centro terá vários
espaços, todos com ambientação adequada:
mobília, iluminação, pintura e refrigeração.
“O espaço deve ser acolhedor, bonito, para
valorizar o acervo e a própria memória do
Sindicato”, diz Arno Vogel, que é formado em
História e tem mestrado e doutorado em Antropologia.
O professor Arno adianta que, inicialmente,
o Centro de Memória acolherá quatro tipos
de arquivo: iconográfico (fotos, cartazes); histórico
(documentos e o mais que ganhou importância histórica
na trajetória da categoria); administrativo (por
exemplo, material sobre registro e descontos de imposto
sindical, até hoje usado para garantir aposentadoria
a muitos metalúrgicos); e arquivo oral (fitas de
áudio e vídeo).
Este acervo audiovisual vai preservar
imagens e gravações feitas ao longo da história
do Sindicato. E também gravará depoimentos
de veteranos metalúrgicos, consolidando a “memória
viva” da entidade.
Inicialmente, se trabalhará
com o arquivo existente no próprio Sindimetal. Mas
será estimulada a doação de acervos
e, mediante um Termo de Doação, serão
recebidos documentos e materiais que os metalúrgicos
tenham em casa.
Arno Vogel lembra que o Centro não
é um projeto estático. Pode, no futuro, originar,
por exemplo, um grande livro ilustrado com um resumo do
acervo, e ainda cursos, palestras, e até matéria
curricular no Colégio Metalúrgico.
A idéia é concluir
o Centro até primeiro de Maio de 2005 (quando o Sindimetal
fará 88 anos). Mas, em novembro próximo, parte
do trabalho deve estar concluída (como, provavelmente,
a gravação de alguns depoimentos com veteranos).
Depois de instalado, o Centro
de Memória do Sindimetal estará à disposição
não apenas da categoria, mas também de estudantes,
professores e pesquisadores.
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