Memória
do futuro
Em
1º de maio de 2005, o Sindicato dos Metalúrgicos
do Rio de Janeiro festejou 88 anos. Nesse período,
tornou-se uma das principais entidades operárias
do Brasil, com contribuições fundamentais
para as conquistas dos trabalhadores. Nele ganharam corpo,
por exemplo, discussões que resultaram nas férias
e no 13º salário. Dentro do calendário
de comemorações o Sindimetal também
vai inaugurar seu Centro de Memória.
O Centro deverá ocupar todo
um andar do prédio do Sindicato dos Metalúrgicos,
na rua Ana Néri, em São Cristóvão.
A verba inicial, de 350 mil reais, está sendo encaminhada
através do deputado Edmilson Valentim no Orçamento
do Estado do RJ. A elaboração e implantação
do Centro se dará em colaboração com
a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).
De acordo com o professor Arno Vogel,
diretor do Centro de Ciências do Homem da UENF, o
Centro de Memória do Sindimetal tem mais a ver com
o futuro, do que com o passado. “O Centro visa, em
primeiro lugar, estimular a reflexão coletiva dos
metalúrgicos no âmbito do seu sindicato”,
diz o professor. “Não apenas no sentido de
recordar o passado da categoria ou as realizações
e conquistas, mas no sentido de, a partir daí, refletir
sobre o seu presente e sobre os prospectos para o futuro.”
O professor acredita, inclusive,
que o Centro de Memória pode servir como um catalisador
de ações que levem à restauração
do próprio prédio (sede do Sindimetal), tombado
como Patrimônio Cultural do RJ. Para Arno Vogel, há
um grande potencial de que este Centro seja capaz de funcionar
como um indutor da atividade reflexiva e da memória
metalúrgica no País.
O Centro, portanto, atrairá
os que se interessem pela história e trajetória
da categoria. Além disso, precisa gerar atividades
capazes de dinamizar o próprio cotidiano e futuro
do Sindicato. “Isto dependerá de que esta iniciativa
não seja pontual, com princípio meio e fim.
Não pode esgotar-se nesse projeto, mas que ele seja
o primeiro passo de uma trajetória expansiva. O maior
desafio é que o Centro persista no tempo e gere recursos
para a própria continuidade”.
Veteranos
gravarão vídeos
|