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País
já criou mais de 1 milhão
de empregos formais em 2007
Apenas no 1º semestre, foram
criados 1.095.503 novos postos de trabalho formais, com
carteira assinada, uma expansão de 3,96% do mercado
empregador oficial. O total de novos empregos, considerado
o maior da história pelo Ministério do Trabalho,
é 18,6% superior ao saldo do mesmo período
de 2006. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados), pesquisa que é feita
desde 1992.
O recorde semestral anterior era
de 2004, quando o número de postos formais de trabalho
cresceu em 1,034 milhão de vagas.
A informações do Caged mostram ainda que a
expansão do emprego foi generalizada em todas as
regiões do país. Em termos absolutos, as que
mais se destacaram no mês em análise foram
Sudeste (mais 121.274 postos) e Nordeste (26.728 postos).
Os estados que mais se destacaram, de janeiro a junho, foram
São Paulo (486.175 postos), Minas Gerais (186.571),
Paraná (95.215) e Rio de Janeiro (63.828).
Campo
e construção civil puxam números
A agropecuária e a construção
civil tiveram seu melhor desempenho no primeiro semestre
em toda a série histórica. Enquanto no campo
houve um crescimento 238.437 vagas (expansão de 16,55%),
a construção apresentou um acréscimo
de 97.571 postos, com elevação de 7,22% do
estoque de empregos do setor. O setor de serviços
(327.563 postos, com crescimento de 2,95%) e a indústria
de transformação (299.509 vagas e expansão
de 4,62%) tiveram o segundo melhor saldo já obtido
pelos dois segmentos no primeiro semestre.
Na indústria, os subsetores com melhor desempenho
foram a indústria de produtos alimentícios
e bebidas (8.149 postos), material de transportes (5.637)
e a indústria têxtil e de vestuário
(4.065). Houve elevação do nível de
emprego em todos os setores de atividade econômica,
com exceção da administração
pública, que eliminou 160 vagas formais (-0,02%).
Influência
do PAC
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os números
já mostram a influência positiva do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento), anunciado no
início do ano, para a economia do país. ''Este
reflexo fica claro na agropecuária e na construção
civil, setores onde o governo está investindo pesado.
Esta semana o Conselho Curador do FGTS aprovou mais R$ 600
milhões para a compra da casa própria por
famílias que ganham até cinco salários
mínimos, e os números devem continuar crescendo'',
afirmou Lupi em entrevista coletiva na última sexta-feira
(13).
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