| Sindicato
dos Metalúrgicos
do Rio de Janeiro completa 90 anos
Continuação da história do Sindicato
Até
1941, a organização dos metalúrgicos
sofreu várias alterações, provocadas
por perseguições e intervenções,
que construíram as características de luta
de gerações de trabalhadores. Em fevereiro
deste ano, foi reconhecido oficialmente o Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico do Rio de
Janeiro, iniciando uma nova fase na representação
sindical dos metalúrgicos.
Seu primeiro presidente foi Manoel
Lopes Coelho Filho. Em 1950, o então Ministro do
Trabalho, Segadas Viana, determina a realização
de eleições no sindicato, mas o pleito é
invalidado por falta de quorum. A eleição,
no entanto, acontece no ano de 1952, com a condução
de Eurypedes Aires de Castro ao cargo de Presidente da Instituição.
A trajetória dos metalúrgicos ilustra a história
da luta operária no Brasil. E até hoje, a
categoria é referência nos movimentos de mobilização
por todo o país. Em 1959, ano em que completou 42
anos, os trabalhadores ganharam o maior presente de sua
história, com a inauguração do Palácio
Metalúrgico, à Rua Ana Néri, onde fica
até hoje a sede da instituição. A construção
da nova sede – que chegou a ser denominada a segunda
maior sede sindical no país - significou um dia de
trabalho da categoria, em termos financeiros e de mão
de obra. Alguns anos mais tarde, em 1964, os trabalhadores
receberam a visita do 1º astronauta soviético
Yuri Gagarin.
O Palácio do Metalúrgico
é motivo de grande orgulho, e já que foi palco
de diversas manifestações culturais populares.
Também foi sede de inúmeros congressos, encontros
e assembléias de trabalhadores de diversas categorias.
No início do Golpe Militar, em 64, a sede foi cercada,
invadida e destruída por policiais. Este fato é
um marco na resistência dos trabalhadores ao regime
que se iniciava.
(Continua na próxima semana)
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