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Texto final das resoluções do 6º Congresso Metalúrgico

CONJUNTURA INTERNACIONAL

Um cenário contraditório

No momento em que se iniciam os debates do 6º Congresso Extraordinário Metalúrgico, e às vésperas de o Sindimetal completar 88 anos, a conjuntura internacional desenrola-se num cenário político contraditório, marcado de um lado por uma aguda crise do sistema capitalista, o esgotamento da política neoliberal e uma ofensiva diplomática e militar do imperialismo estadunidense contra países do chamado Terceiro Mundo.

De um outro lado, sobressai o avanço da consciência social e da luta dos trabalhadores e dos povos em defesa de novos rumos políticos. Manifestações contra a guerra e a “globalização neoliberal” mobilizam milhões em todo o mundo. As forças populares têm conquistado significativas vitórias eleitorais na América Latina, despertando esperança e descortinando a perspectiva de construção de um modelo alternativo ao neoliberalismo, capaz de responder ao desafio de promover desenvolvimento e emprego e erradicar a fome e a miséria. Prova disso são as edições anuais do Fórum Social Mundial.

Uma economia em crise

À exceção de alguns países asiáticos, especialmente da China, o mundo está mergulhado numa crise econômica generalizada. Uma crise que já pode ser considerada crônica e que ostenta entre suas principais características níveis irrisórios de crescimento, em alguns casos recessão ou estagnação da produção, desemprego em massa e instabilidade global.

Os EUA, donos do maior mercado do mundo, ainda não se recuperaram da recessão de 2001, e das perdas bilionárias nas bolsas de valores. Do outro lado do Atlântico, a economia estagnou na Alemanha e em boa parte dos países europeus, enquanto, na Ásia, o Japão, embora na condição de grande potência financeira e credor mundial, não conseguiu se livrar da estagnação em que se meteu lá pelos anos 90.

Na América Latina, um grande número de nações, sufocadas pelo endividamento externo e queda das reservas em ouro e moedas fortes, está às voltas com recorrentes crises cambiais. O desemprego é recorde. A classe trabalhadora é a principal vítima da crise. Sofre com a carência de emprego, a precarização dos contratos, o arrocho dos salários e a crescente violência que assola os centros urbanos. Além disso, destaque-se a carência de uma educação cidadã e de saúde pública de qualidade.

Os efeitos da “globalização neoliberal” são mais perversos nos países relativamente pobres, dependentes de capital estrangeiro, prisioneiros do “Consenso de Washington” e do FMI. A situação da Ásia, por exemplo, não é a mesma da América Latina. A China em particular tem revelado notável crescimento, a taxas de 9% ao ano, o que constitui resultado inegável do modelo implementado pelo governo chinês. Também é notório que os países que desprezaram as recomendações do FMI e seguiram um caminho próprio na abordagem da crise, como a Malásia e mais recentemente a Coréia do Sul, estão hoje em melhor situação.

Também Cuba merece destaque como resistência e alternativa ao neoliberalismo. Os ideais da Revolução Cubana continuam válidos para a América Latina: sociedades socialistas, com igualdade de oportunidades e justiça social.

Guerra e paz

Enquanto agrava-se a crise financeira internacional, que tem precisamente nos Estados Unidos o seu epicentro, o governo George W. Bush vem usando o pretexto de combater o terrorismo para deflagrar uma feroz ofensiva nas esferas militar, diplomática e econômica com o objetivo estratégico de manter e ampliar a hegemonia do império que dirige. Este comportamento agressivo provoca nova corrida armamentista e constitui uma séria ameaça à paz mundial e à democracia. Pior: sem a menor justificativa “plausível”: antes, os EUA justificavam suas guerras como combate ao terror; agora, mudou os discursos: as guerras são “contra a tirania” (conflitos com esta justificativa estão sendo anunciados, contra Irã, Cuba e Venezuela). E a “tirania” (política, militar e financeira) dos EUA contra vários povos?

Guerra no Iraque

A Guerra no Iraque foi uma das maiores demonstrações de arrogância da história dos Estados Unidos (que, poucos meses antes, apoiaram um golpe de teor fascista contra Hugo Chávez, na Venezuela). A Guerra do Iraque foi empreendida sem aprovação da ONU e contra a opinião pública internacional. Razão: petróleo e ampliar o mercado para a indústria de armamentos.

A situação no Iraque continua dramática. Há mortes todos os dias. O governador de Bagdá foi assassinado.
Devemos continuar a repercutir a guerra, em toda a sua negatividade, criando uma natural resistência em relação a futuros desmandos dessa natureza.

Reeleição de Bush

George W. Bush representa, para o mundo, a tirania e a intolerância. É inimigo da humanidade: não apenas dos trabalhadores, mas dos demais povos, sobretudo de países pobres ou em desenvolvimento.
Além da tirania e da intolerância, Bush representa as trevas para o mundo da ciência e, como se não bastasse, é uma ameaça à natureza e à vida do planeta: os EUA são o único país importante do mundo que não assinou a Convenção de Kioto, que pretende reduzir o número de poluentes no planeta e impedir, por exemplo, que aumente o buraco na camada de ozônio.

Bush, portanto, deve ser visto como inimigo não apenas dos trabalhadores, mas dos países pobres e em desenvolvimento, do planeta e do futuro da humanidade, e suas ações devem ser monitoradas e denunciadas por todos nós.

Questão palestina

Durante todo o Século XX, o povo palestino foi massacrado por Israel em sua própria região, acabou preso em áreas cercadas, teve as casas destruídas, as crianças não tinham mais acesso livre a escolas e hospitais.

Com a morte de Yasser Arafat, em 2004, o povo palestino perdeu seu grande líder. E os EUA são o principal aliado da política criminosa de Israel na região, contra a criação do Estado Palestino.
Por isto os metalúrgicos, ao lado de forças progressistas que lutam por um mundo melhor, devem se irmanar aos que sofrem e são injustiçados, e denunciar as ações criminosas e opressoras, e organizar atos, ações, passeatas, tudo que possa construir um mundo mais justo.

Alca e Mercosul

Uma das características mais marcantes da globalização é a formação de conglomerados de empresas (multinacionais que se unem nos maiores complexos econômicos já vistos) e, no caso dos países, em blocos econômicos. Há muitos anos, os EUA propõem a Alca, Acordo de Livre Comércio das Américas, que eliminaria barreiras econômicas em todo o continente, exceto Cuba. (Na década de 90, os EUA lideraram a implantação do Nafta, acordo semelhante que envolvia também o México e o Canadá. O Nafta foi extremamente maléfico para os trabalhadores, sobretudo do México, que tem uma economia semelhante à nossa).

Da mesma forma, na América do Sul firmou-se o Mercosul, unindo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Qual a diferença entre Alca e Mercosul? Na Alca, se eliminam as barreiras econômicas sob a liderança dos EUA, a maior potência econômica, política e militar do mundo. Significa que, se concretizada, será uma união de tubarão com sardinha, onde, na prática, os EUA vão anexar as demais economias à sua, concretizando o neocolonialismo.

E o Mercosul é um acordo entre países vizinhos e de estreitas relações políticas, econômicas e culturais: uma extensão natural, por assim dizer, dos laços históricos no continente sul-americano.
Devemos, portanto, apoiar o fortalecimento do Mercosul, ampliando para outros países do continente, e dizer não à Alca, que traria enormes prejuízos ao Brasil, provocando desemprego e desestruturando ainda mais nosso parque industrial e agro-industrial.

Esperança

É notável o crescimento eleitoral das forças progressistas e de esquerda na América Latina e cabe destacar as vitórias de Chávez na Venezuela, Gutierrez no Equador, Vasquez no Uruguai e Lula no Brasil. Ganha espaço na consciência dos povos a convicção de que um outro mundo é possível.

O dominante sistema capitalista, com suas agudas contradições, produz guerras e estimula a barbárie. Para os trabalhadores, continua de pé a perspectiva do socialismo como sistema social capaz de garantir a paz verdadeira.

CONJUNTURA NACIONAL

Uma grande vitória popular

No Brasil, os trabalhadores e o povo conquistaram uma vitória histórica com a eleição de Lula. O eleitorado brasileiro condenou energicamente o modelo neoliberal, que cobrou pesados sacrifícios à maioria e só favoreceu os interesses da grande burguesia brasileira, em particular dos banqueiros e do capital estrangeiro.
Nosso País ingressou num período de transição e devemos ter consciência de que a mudança para um novo modelo de desenvolvimento ainda não se concretizou e nem virá com um estalar de dedos: sem lutas entre o velho e o novo.

Embora derrotadas nas urnas, as forças ligadas ao capital financeiro continuam vivas, atuando com vigor e cinismo no sentido de limitar os passos do novo governo e impedir mudanças substanciais na política econômica. A herança perversa de FHC (em especial a vulnerabilidade externa exacerbada) também conspira contra o sucesso da transição.

Uma nova política econômica

É preciso consolidar a vitória e apoiar a nova administração, lutando para que a transição ocorra com sucesso no sentido de superação do atual modelo por um outro, orientado pelos interesses maiores da nação e em especial dos trabalhadores.
É indispensável lutar para que a transição em curso se dê no rumo da superação da política econômica herdada de FHC, que infelizmente o governo Lula ainda não conseguiu superar.

O desafio do desenvolvimento

O principal desafio é a recuperação do crescimento duradouro da economia nacional. Justifica-se a negociação de um pacto nacional pelo crescimento e o emprego, envolvendo todos os segmentos da nossa sociedade interessados no avanço das forças produtivas.
É indispensável compreender que não será possível realizar as transformações que a nação reclama sem reunir uma maioria política favorável a um novo rumo. É justo que o governo Lula encaminhe uma política de frente ampla com outras forças sociais e políticas.

As massas trabalhadoras é que devem ser as principais protagonistas do novo projeto, que não será alcançado enquanto a política econômica estiver subordinada aos interesses do capital financeiro.

Basta citar alguns exemplos: tentativa de conter a inflação aumentando os juros, o que trava a economia; veto de Lula, na medida 177, ao artigo que destinava parte do Fundo de Marinha Mercante como garantia à construção de navios e plataformas (a medida 177 teve profunda participação dos Sindicatos de Metalúrgicos do Estado do RJ, bem como de parlamentares e do governo do Estado); demissão de Carlos Lessa (um nacionalista) da presidência do BNDES.

Vale ressaltar que, na queda de braço que se trava dentro do próprio governo sobre a política econômica, Lula pessoalmente ordenou um reajuste no Salário Mínimo que resultará num aumento real de 10%. Este aumento só foi possível por causa da pressão dos trabalhadores, que fizeram até passeata a Brasília. É pouco, e está aquém das necessidades do trabalhador brasileiro, mas desafiou os conservadores e beneficiou a parcela da população que ganha menos.

AÇÕES DA CATEGORIA

A atuação do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio acontece em duas frentes: no chão da fábrica, lutando pela organização por locais de trabalho (comissões de Fábrica, salariais, de PLR e CIPAs) e pela manutenção dos direitos trabalhistas (conquistamos o fim da Comissão de Conciliação Prévia e retiramos do acordo o Banco de Horas); e também de forma conjuntural, atuando junto aos governos municipal, estadual e federal para gerar empregos e garantir direitos como a carteira assinada.

Entre as ações que beneficiaram diretamente os trabalhadores, também conquistamos 9% de antecipação salarial em 2003; nos últimos acordos, repusemos integralmente a inflação; e, em 2004, conquistamos aumento real de 1,5% (o que não acontecia há mais de dez anos). E também oferecemos serviços como plano de saúde e assessoria jurídica, e educação profissionalizante (Colégio Metalúrgico).

Com a intervenção e mobilização política garantimos, por exemplo, a reativação do setor naval, que hoje tem 19 estaleiros reabertos e mais de 20 mil empregos diretos. A retomada iniciou-se, de fato, em 1998, quando, por iniciativa dos metalúrgicos de todo o Estado, elaborou-se uma plataforma de reaquecimento do setor naval do RJ. Em assembléia no Sindicato do Rio, aprovou-se a plataforma de reaquecimento e o apoio aos então candidatos Lula (à Presidência da República) e Anthony Garotinho (ao governo do Estado). Esta luta resultou na criação da Secretaria estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo.

Em 2001, durante o 5º Congresso, deliberou-se pelo apoio ao governo Lula, destacando o compromisso dele pela retomada do desenvolvimento do País, com ênfase na produção e geração de emprego com distribuição de renda.

Cerca de 20% dos atendimentos na emergência de hospitais públicos no Brasil têm relação com o trabalho. Uma das maiores dificuldades para combater estes números é o estabelecimento do nexo causal de certas doenças ocupacionais. A categoria metalúrgica é a terceira mais atingida. Por isto o Sindimetal deve dar destaque especial para a questão, tanto sob o ponto de vista da denúncia e fiscalização, quanto da formação de cipeiros e diretores, que precisam conhecer com mais detalhes o assunto, para evitar acidentes e doenças como LER e surdez. Para tanto, há necessidade, urgente, de se reestruturar o Departamento de Saúde do Trabalhador do Sindimetal.

A Previdência Social é uma das principais formas de distribuição de renda do País. E, como todos sabemos, nossa Previdência é altamente deficiente, injusta. O 6º Congresso deliberou que os metalúrgicos lutarão em defesa da Previdência, inclusive no Congresso Nacional. Além disso, lutará para garantir as aposentadorias especiais para quem ganha periculosidade e insalubridade.

PERSPECTIVAS

Indústria naval - Ganha um novo fôlego a luta dos metalúrgicos do setor, com o início das obras do casco da P-51, na Nuclep, onde milhares de trabalhadores retomarão seus empregos, e também com a publicação do edital da Transpetro para a construção de 22 embarcações. Em Niterói e Angra dos Reis, os estaleiros passaram por um processo de reestruturação, inclusive com a associação ao capital estrangeiro, combinada à ação do governo do Estado em promover isenções fiscais, e ainda com a contratação de obras importantes pela Petrobrás. O Rio de Janeiro também inicia um processo de reestruturação das empresas: o estaleiro Sermetal busca parceiros para participar da licitação da Petrobrás; no Caneco, um grupo de empresários manifestou interesse em reativar aquela planta industrial (e terão que honrar as antigas dívidas que o Caneco tem ainda com os trabalhadores, uma exigência do Sindimetal para quem assumir o estaleiro); no Eisa, o grupo Marítima adquiriu 80% das ações. Aqui na capital, a luta tem duas vertentes: garantir (nas 22 embarcações licitadas pela Petrobrás) uma participação condizente com nossa capacidade, instalações e experiência na construção naval; e conquistar a equiparação salarial com os trabalhadores de Angra e Niterói (onde a retomada se deu antes e já houve conquistas e reconquistas de antigos direitos e benefícios).

Siderurgia – Está sendo ampliado o pólo siderúrgico do grupo Gerdau em Santa Cruz, com investimentos de 1,4 bilhão de reais, em conjunto com a CSN e a nova siderúrgica dos grupos ThyssenKrupp. Com isto, o RJ será o maior produtor de aço da América Latina: a produção vai saltar de sete milhões de toneladas/ano para 21 milhões.

Rodo-anel – Como anunciado por Carlos Lessa em nossa revista Forja, está em discussão a construção do rodo-anel, que vai criar condições de transporte, de logística e de infra-estrutura para a instalação das mais variadas empresas. O rodo-anel também deve transformar o Porto de Sepetiba, em Itaguaí, no porto mais importante da América Latina.

Perspectivas federais – Além disso, o governo federal elegeu quatro áreas estratégicas para investimentos; entre estas, duas dizem respeito diretamente aos metalúrgicos: os setores de eletro-eletrônicos e de bens de capital. E três estatais federais de nossa base já anunciaram concursos públicos: Cobra, Nuclep e Emgepron.

Os metalúrgicos devem pressionar pela viabilização de todos estes projetos, garantindo empregos e o desenvolvimento do estado do RJ como um todo.
O Sindicato intensificará a luta pelo emprego para os jovens, apoiando, elaborando e pressionando por programas de primeiro emprego nas empresas da base metalúrgica. Além disso, lutará por mais vagas em escolas profissionalizantes, como a Faetec, e ainda pela ampliação de projetos profissionalizantes como o Senai.

REFORMA SINDICAL

Está em tramitação no Congresso, e deve ser votada ainda neste primeiro semestre, a Reforma Sindical (RS), que poderá modificar, profundamente, as relações entre patrões e empregados no Brasil. A RS está sendo discutida desde o governo FHC, mas, por pressão dos próprios trabalhadores (que não queriam a reforma sob a égide neoliberalista daquele governo) só ganhou força com a eleição de Lula.

O presidente Lula criou as condições para a discussão da RS: usou sua credibilidade política e convidou todas as partes potencialmente envolvidas. Assim, em 2003, foi constituído o Fórum Nacional do Trabalho (FNT) que reunia as seis maiores centrais sindicais do país, e ainda representantes do governo e dos empregadores. A idéia era estabelecer, num relatório, os assuntos consensuais, e deixar para o debate em plenário (no Congresso Nacional) a decisão sobre os temas mais polêmicos.

Paralelamente ao FNT, constituiu-se o Fórum dos Trabalhadores, onde os sindicalistas amadureciam discussões para as deliberações no FNT. A primeira etapa da RS, no entanto, teve muito mais polêmica que consenso. Só para se ter uma idéia, o relatório do Fórum, que serviria de base ao texto que o governo enviaria ao Congresso, acabou desvirtuado, e até propostas consensuais das centrais ficaram de fora do Projeto de Lei do Ministério do Trabalho e Emprego. Projeto que não atende às necessidades dos trabalhadores, tanto que a CUT, em reunião da direção nacional no dia 2 de dezembro, deliberou pedir ao governo que não encaminhe o projeto ao Congresso.

A Reforma Sindical pode alterar profundamente as relações capital/trabalho. O patronato, obviamente, vai tentar pulverizar nossa força justo onde ela se organiza. E a nós, trabalhadores e sindicalistas, a RS deve servir para manter e ampliar direitos, e também fortalecer e qualificar as formas de organização sindical. Por isso a Reforma consta da pauta de nosso Congresso.
A seguir, as propostas da Diretoria do Sindimetal para os 10 principais temas envolvendo a Reforma Sindical:
Unicidade sindical. Sindicato único por base territorial, por ramo de atividade e categoria econômica; e, na estrutura vertical (federação, confederação e centrais) reconhecimento da possibilidade de existência de mais de uma entidade, com comprovada representatividade.

Os sindicatos, atuais e futuros, terão direito à opção pela exclusividade de representação, desde que esta opção seja definida democraticamente em assembléia geral e condicionada à aceitação de critérios de representatividade e democracia interna.
Os sindicatos, atuais e futuros, devem cumprir critérios de representatividade baseados na sindicalização, não podendo o número de sócios ser inferior a 10%.

Reconhecimento legal das centrais sindicais.

Extinção gradativa (num prazo de três anos) da Contribuição Sindical (Imposto Sindical), bem como dos descontos confederativo e assistencial; implantação da Contribuição Negocial, definida em assembléia geral e descontada obrigatoriamente em folha de pagamento de todos os trabalhadores da base.

Instituição das Comissões Sindicais de Base.

Ratificação da Convenção 158 da OIT, que impede a demissão imotivada.

Assegurar, na Constituição, o direito dos servidores públicos à organização, negociação e greve.

Instituição do Conselho Nacional de Relações do Trabalho desatrelado do Ministério do Trabalho.

Garantir a permanência do poder normativo do Estado (como forma de não deixar os trabalhadores à mercê dos patrões, nem dos sindicatos pelegos, já que, sem a mediação do Estado, se imporia a decisão negociada sobre a legislada).

PROPOSTA DE ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA

Artigo 1o - Incluiu Guapimirim, Mesquita Seropédica;
Simplificou o nome do Sindicato para: Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro;
Adotou a sigla Sindimetal/Rio.

Artigo 3o – Instituiu a categoria de sócio-contribuinte para ex-associados, sem direito a voto ou a ser votado, usufruindo de todos os demais benefícios oferecidos pelo Sindicato.

Artigo 4o – Letra C – Ampliou o percentual para 10% (dez por cento) do número de sócios necessários para requerer a convocação de uma assembléia geral;

parágrafo 4º - Extinguiu a categoria de sócio remido e estabeleceu que o associado, ao se aposentar, se permanecer na fábrica contribuirá como os demais trabalhadores da ativa. E, quando se desligar da fábrica, para manter-se associado, passará a contribuir com 1% da aposentadoria.

Artigo 6o – Suprimiu o órgão Conselho de Representantes.

Artigo 21o – Nova estrutura na Diretoria Colegiada:
Executiva: 15 membros;
Conselho Fiscal – 6 membros (três efetivos e três suplentes).

Artigo 32o – Descrição e supressão:
Suprimiram-se os seguintes cargos:
Primeiro Secretário
Primeiro Tesoureiro
Departamento de Organização, Patrimônio e Informática
Departamento de Base.

Nova Executiva:
Presidente
Secretaria-geral
Secretaria de Finanças
Secretaria de Comunicação
Secretaria Jurídica
Secretaria de Formação
Secretaria da Mulher Trabalhadora
Secretaria de Saúde do Trabalhador e Previdência
Secretaria de Políticas Sociais
Quatro diretorias setoriais
Secretaria de Relações Intersindicais
Secretaria de Combate ao Racismo e ao Preconceito

Artigo 33o – Das vacâncias – As situações de vacância e substituições serão deliberadas pela Diretoria Colegiada.

Artigo 47o – Suprimir a frase “eleitos em assembléia geral” e alterar para somente três suplentes.

Propostas gerais – Extinguir a figura de suplentes da diretoria, mantendo a de suplentes do Conselho Fiscal; os conteúdos aprovados levarão a novas redações nos artigos correlatos.


 

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