Continua a luta pela igualdade

Em 1857, 129 mulheres da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, paralisaram as atividades reivindicando uma jornada de 10 horas diárias. Os patrões e a polícia atearam fogo na fábrica, e todas morreram carbonizadas. Em 1910, o 8 de Março tornou-se, em todo o mundo, o Dia Internacional da Mulher. Mas, 147 anos depois do massacre, a luta das mulheres continua a mesma.

A mulher metalúrgica enfrenta várias batalhas: por ser mulher, por ser (predominantemente) negra, por não ter oportunidades de qualificação e requalificação profissional. Por isto, em seu 6º Congresso, os metalúrgicos decidiram criar um departamento executivo para cuidar de questões de gênero. A idéia é atuar em todos os assuntos referentes à mulher, e sempre a partir do foco de que a questão se insere, fundamentalmente, na luta operária. Ou seja: mais empregos, melhores salários, possibilidade de ascensão profissional, políticas públicas que garantam uma boa estrutura familiar, como creches, escola de qualidade, saúde.

A luta das mulheres metalúrgicas também ganha este espaço permanente no site do Sindimetal. Aqui você encontrará informações importantes envolvendo o dia-a-dia da mulher trabalhadora, telefones e endereços úteis, datas de eventos e dicas variadas, inclusive na área da informação e do lazer. Não deixe de participar, com sugestões, críticas e contribuições. É a participação, a luta, a união que mudam a História.

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Número de mulheres na política ainda é muito pequeno

Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no mês passado, sobre o perfil dos candidatos nas eleições deste ano, mostra um número preocupante. Segundo dados oficiais, o número de candidatos do sexo feminino é menos da metade do que deveria. Na média, os partidos não estão conseguindo cumprir a cota de 30% nas chapas para mulheres, nas eleições proporcionais. Ainda de acordo com os dados, do total de candidatos inscritos em todo o país, as mulheres representam cerca de 14%. Para o cargo de Deputado Federal, elas alcançam pouco mais de 24% de participação, no estado de Sergipe, que demonstrou o melhor resultado em todo o país.

Para a secretária de Inclusão Social do PT, Selma Aparecida dos Santos, a participação feminina vem aumentando, embora ainda haja dificuldade em alcançar no parlamento o número mínimo por sexo. “A dificuldade que vejo da mulher em relação ao homem é a conseqüência da independência que a mulher não tinha. Os homens saíram primeiro, e a mulher ainda está em desvantagem. As mulheres vêem dificuldade na questão da credibilidade”, diz ela.

Os números do TSE confirmam o aumento da participação feminina. Serão 23% a mais de mulheres disputando um cargo este ano, em comparação com números de 2002. Dos 19.166 concorrentes até agora registrados, 2.674 são do sexo feminino. Elas representam 506 candidatas a mais que no último pleito, na disputa para todos os cargos.
Mesmo com dificuldades para atingir o número mínimo de candidatas mulheres para o parlamento, estabelecido pela lei eleitoral, os partidos vêm aumentando seu quadro de candidatas. O problema é que o índice de eleição dessas candidatas ainda é baixo, na avaliação dos partidos. As dificuldades para obter financiamento para a campanha são um dos fatores apontados. Para a secretária de Inclusão Social do PT, Selma Aparecida dos Santos, mesmo com todas as dificuldades, as mulheres estão alcançando seu objetivo. “O objetivo de um dia ser igual (aos homens) no parlamento, no país, no governo, na sociedade, no serviço público, em casa, em todos os lugares”, disse.

Segundo a Diretora da Secretaria da Mulher do Sindimetal, Raimunda Leone, mudar esse fato depende de uma união de forças. “A participação das mulheres no espaço de poder tem que ser ampliada. Para isso, é necessário promover políticas públicas afirmativas, entre elas, o cumprimento das cotas partidárias, de no mínimo, 30%. A partir daí, teremos um número maior de mulheres dentro das esferas de poder”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

 
   
 
 

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