Ano 88 - Ed. especial mulher - 3 / 2005

 

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Fabrimar
Uma funcionária (deficiente oral e auditiva) fora contratada, em outubro, por um período de experiência; o período foi renovado até janeiro; a funcionária engravidou antes do término do contrato; tão logo soube da gravidez, foi demitida. De acordo com Isaías Ferreira, diretor do Sindimetal, a Fabrimar alegou que funcionária não desempenhava bem as funções; “mas ficou claro que o real motivo foi a gravidez inesperada”, denuncia Isaías. A trabalhadora procurou o Sindicato, que entrou com uma Reclamação Trabalhista para reintegrá-la em todos os direitos referentes à gestante.

FAET
É uma empresa com cerca de duzentos funcionários que não fornece almoço, criando constrangimento para que não tem condições de levar sua marmita, e fragilizando a saúde de quem pode ao menos lanchar. Outras companheiras, nem isso. A empresa também não paga insalubridade, nem implementa o plano de cargos e salários: impedindo a qualificação e a ascensão profissional. O Sindicato luta para conquistar estas reivindicações. “É sempre bom lembrar que a união é o fator que precede a conquista”, diz Mônica Custódio, diretora do Sindimetal.

Gazlux Aquecedores
As funcionárias não têm equipamento de segurança; trabalham com chinelo de dedo; e não usam roupas adequadas às funções. A Gazlux também não oferece acompanhamento médico específico às mulheres (como em ginecologia). E também não garante uma alimentação adequada, pois não fornece almoço nem cesta básica: “isso acarreta perigo às trabalhadoras, que lidam com gás e instrumentos de corte”, denuncia Marlene Messias, diretora do Sindimetal. Ela também informa que as donas da empresa exercem grande pressão sobre as funcionárias, o que lhes afeta psicologicamente. O Sindimetal vai abrir canal de negociação para discutir a situação.

Metalúrgica Valença
Na Valença, é constante o assédio moral contra as mulheres, com ameaças permanentes de demissão. As mulheres realizam tarefas mais perigosas que as dos homens (por exemplo: operando equipamentos de corte de alta periculosidade). Elas também ganham menos que os homens, desempenhando a mesma função. E não têm acompanhamento medico específico (ginecológico ou pscológico). De acordo com o diretor Severeino Lourenço, o Sindicato atua para regularizar todas essas questões.

General Electric
A GE está demitindo em massa (já são 450 funcionários, em pouco mais de um mês). Com isso, há um assédio moral muito forte: as chefias ameaçam logo com demissão, por qualquer motivo. Este assédio moral também é exercido sobre as mulheres de forma específica: até a hora de ir ao banheiro é controlada, bem como o tempo de permanência. As mulheres enfrentam problemas inclusive com horário para trocar absorventes. De acordo com Eunice Barbosa dos Santos, da Executiva do Sindimetal, até na hora da demissão as mulheres são humilhadas: os encarregados ficam caçoando, quando são chamadas para o terrível comunicado. O Sindicato tenta várias ações, inclusive para barrar as demissões.


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