Fabrimar
Uma funcionária
(deficiente oral e auditiva) fora contratada, em outubro,
por um período de experiência; o período
foi renovado até janeiro; a funcionária
engravidou antes do término do contrato; tão
logo soube da gravidez, foi demitida. De acordo com
Isaías Ferreira, diretor do Sindimetal, a Fabrimar
alegou que funcionária não desempenhava
bem as funções; “mas ficou claro
que o real motivo foi a gravidez inesperada”,
denuncia Isaías. A trabalhadora procurou o
Sindicato, que entrou com uma Reclamação
Trabalhista para reintegrá-la em todos os direitos
referentes à gestante.
FAET
É uma empresa com
cerca de duzentos funcionários que não
fornece almoço, criando constrangimento para
que não tem condições de levar
sua marmita, e fragilizando a saúde de quem
pode ao menos lanchar. Outras companheiras, nem isso.
A empresa também não paga insalubridade,
nem implementa o plano de cargos e salários:
impedindo a qualificação e a ascensão
profissional. O Sindicato luta para conquistar estas
reivindicações. “É sempre
bom lembrar que a união é o fator que
precede a conquista”, diz Mônica Custódio,
diretora do Sindimetal.
Gazlux Aquecedores
As funcionárias
não têm equipamento de segurança;
trabalham com chinelo de dedo; e não usam roupas
adequadas às funções. A Gazlux
também não oferece acompanhamento médico
específico às mulheres (como em ginecologia).
E também não garante uma alimentação
adequada, pois não fornece almoço nem
cesta básica: “isso acarreta perigo às
trabalhadoras, que lidam com gás e instrumentos
de corte”, denuncia Marlene Messias, diretora
do Sindimetal. Ela também informa que as donas
da empresa exercem grande pressão sobre as
funcionárias, o que lhes afeta psicologicamente.
O Sindimetal vai abrir canal de negociação
para discutir a situação.
Metalúrgica Valença
Na Valença, é
constante o assédio moral contra as mulheres,
com ameaças permanentes de demissão.
As mulheres realizam tarefas mais perigosas que as
dos homens (por exemplo: operando equipamentos de
corte de alta periculosidade). Elas também
ganham menos que os homens, desempenhando a mesma
função. E não têm acompanhamento
medico específico (ginecológico ou pscológico).
De acordo com o diretor Severeino Lourenço,
o Sindicato atua para regularizar todas essas questões.
General Electric
A GE está demitindo
em massa (já são 450 funcionários,
em pouco mais de um mês). Com isso, há
um assédio moral muito forte: as chefias ameaçam
logo com demissão, por qualquer motivo. Este
assédio moral também é exercido
sobre as mulheres de forma específica: até
a hora de ir ao banheiro é controlada, bem
como o tempo de permanência. As mulheres enfrentam
problemas inclusive com horário para trocar
absorventes. De acordo com Eunice Barbosa dos Santos,
da Executiva do Sindimetal, até na hora da
demissão as mulheres são humilhadas:
os encarregados ficam caçoando, quando são
chamadas para o terrível comunicado. O Sindicato
tenta várias ações, inclusive
para barrar as demissões.
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