Setor
Naval: Mobilização por
navios e plataformas continuaO
Sindimetal e os sindicatos que integram o Fórum
Intersindical da Industria Naval e Offshore
continuam
na luta pela construção dos navios do Promef e pela
construção das plataformas P-58 e P-62 no Rio de
Janeiro.

A direção do Sindicato está tentando agendar
reuniões tanto com a Petrobrás, quanto com o Governo
do Estado, na busca de soluções para este impasse,
já que há uma tendência de um dos diretores da
Petrobrás, de não construir as plataformas no Rio de
Janeiro. Esta mobilização vem contando com a
colaboração do Sinaval – o Sindicato Patronal, que
também está buscando uma agenda conjunta para as
reuniões. Por conta disto, a manifestação,
anteriormente programada para o dia 6 de agosto,
pode acontecer a qualquer momento, na porta do
Edifício Sede da Petrobrás. E os trabalhadores devem
se manter mobilizados neste sentido.
A construção das duas plataformas no Rio de
Janeiro, principalmente no Estaleiro Mauá, é
fundamental para manter o estaleiro aberto. Seu
fechamento, além de não gerar os esperados 2500
postos de trabalho, pode acarretar a demissão de
mais 2500. Além disso, destrói a história do Setor
Naval brasileiro. "O Mauá foi o primeiro estaleiro
construído no Brasil. O seu fechamento significa a
destruição de parte da nossa história", explicou
Alex Santos, presidente do Sindimetal Rio.
O anúncio da construção de um estaleiro em
Itaguaí, demonstra uma perspectiva de crescimento e
geração de empregos. Mas, os trabalhadores preferem
apostar no que já há de concreto. "Nós damos total
apoio à construção do estaleiro. Queremos que o Rio
de Janeiro volte a ser o carro-chefe do Setor Naval,
como na década de 70. Mas agora, temos que apostar
no que temos de concreto. Para nós, por enquanto,
este estaleiro ainda é virtual", finalizou Chaves.